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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Resumo das contribuições

Ao colega Vinícius, que respondeu a pergunta Qual a importância do ensino superior frente à abundância de informação que é gerada com a explosão do conhecimento?, concordo que a explosão do conhecimento possibilita a continuação do processo de aprendizado e formação intelectual do profissional. Entretanto, minha visão sobre o tema tem outro enfoque. Acredito que o ensino superior tem como papel dar estrutura aos alunos a saber pensar. Especialmente na área da computação, em que uma ferramenta criada nesse exato momento torna-se obsoleta em cinco minutos, o conhecimento do paradigma por trás de cada ferramenta é importante para que possamos abstrair e lidar como tais aplicativos. Obviamente, o estudo constante das novas técnicas é relevante, mas acima devemos fazer a ponte entre a formação obtida na universidade e as ferramentas que estão sempre sendo criadas.

Ao colega Anderson Milagre, que respondeu à pergunta "Como a mídia digital pode mudar e facilitar o processo de aprendizado das pessoas? É possível que este processo de aprendizado seja mediado exclusivamente por mídias digitais?" posso dizer que concordo quase totalmente com a sua opinião, pois acredito que a mídia digital pode vir a ter um papel fundamental no processo de aprendizagem. Ele foi muito feliz nos exemplos dados para justificar sua posição em relação às vantagens que a mídia digital traz para dentro da sala de aula. Vídeos e animações trazem uma dinâmica muito grande para as aulas, contribuindo para que os alunos prestem mais atenção ao que está sendo passado. O único ponto em que não concordo totalmente com ele é no fato de acreditar que a mídia digital ainda não seja capaz de substituir totalmente as outras mídias auxiliares no processo de aprendizagem. Por fim, acreditamos que as novas tecnologias estão sendo utilizadas em prol de uma melhoria no processo de transmissão do conhecimento, e que talvez num futuro não muito distante, elas possam substituir totalmente as mídias atuais.

Ao colega Vinícius Pereira, que respondeu à pergunta sobre "Conhecimento: Reconstruir com Dutos". Concordo com você quanto a participacão do governo na inclusão daqueles que não teriam acesso por meios próprios, nesse novo ambiente do conhecimento. Muito importante foi sua idéia de novas didáticas voltadas para a reconstrucao do conhecimento dentro dessa nova realidade. Acho que são necessários novos paradigmas culturais, intelectuais e pedagógicos, talvez, para acompanhar as atuais e constantes mudancas no universo do conhecimento e tirar o melhor proveito delas. Ferramentas free e acesso free a conteúdos também são grandes contribuicões para diminuir o abismo entre os que tem e os que nao tem acesso, principalmente aos chamados "condutores" ou "dutos".
Claro que o que foi sugerido por nós parecem apenas detalhes perto da dimensão do problema do abismo tecnológico e social entre os que tem e os que nao acesso. As causas vão muito além disso, mas acredito que parte da solucão passa principalmente pelo governo, pela escola e pela tecnologia. Certo é que, se nada for feito, corremos o risco de o abismo aumentar.
Concluindo, essas novas características do conhecimento, ou seja, todo esse novo ambiente que surgiu com a evolucão da internet e das tecnologias ligadas a ela, apresentam novam possibilidades de acesso, difusão, alcance e construcão de conhecimento para quem realmente não teria isso. Mas é claro que para tanto, precisamos de vontade política dos governos e vontade daquelas que concentram o poder, dinheiro e a tecnologia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conhecimento: Reconstruir com dutos

Pergunta:

Como fazer com que aqueles que não tem acesso às tecnologias e, conseqüentemente, aos dutos, acompanhem e se beneficiem das mudanças no ambiente no qual o conhecimento existe?

Justificativa:

Assim como os monges copistas da Idade Média representavam uma minoria da população com acesso ao conhecimento e cultura do livros que copiavam, que incluíam algumas obras raras e outras preciosidades, é reconhecido que atualmente existe uma discrepância cultural/intelectual entre os que tem e os que não tem acesso às tecnologias. Temos uma parte da população, em sua maioria ricos e/ou de países ricos, que participa intensamente dessa nova era do conhecimento através, principalmente, da internet, enquanto do outro lado temos a outra parte da população, formada pelos mais pobres, que está de fora dessa transformação por não ter acesso à tecnologia.

Nessa perspectiva, enquanto o conhecimento é cada vez mais formado por diversas fontes em diversos suportes e estando cada vez mais amparado nas tecnologias, cresce o abismo entre a maneira como o conhecimento é formado, apropriado e transformado por aqueles que tem acesso e os que não tem.

Temos um contexto onde um grupo privilegiado acompanha, participa e atua nessa nova era do conhecimento enquanto outro grupo está a parte, do “lado de fora do trem”, enquanto poderiam, através, entre outras coisas, do acesso às ferramentas, se beneficiar de um volume e variedade de conhecimento aos quais seria inimaginável que tivessem acesso pelos meios tradicionais (bibliotecas, livros, enciclopédias). Adiciona-se a essas ferramentas o acesso aos condutores, que possibilitariam reconstrução do conhecimento nos ambientes atuais.